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    Aqui vou compartilhar tudo que me faz sentir, me faz sorrir, me faz pensar
    e me faz escrever, através das minhas crônicas. Espero que gostem, e só
    fará sentido para mim se fizer sentir em vocês.

sexta-feira, 1 de maio de 2020

1° de Maio

1° de Maio comemora-se o dia  internacional do trabalho. O mundo todo comemora isso com o feriado.

Esta data já vem há alguns bons anos me marcando por várias outras razões, boas e ruins, mas nunca lembro de fato que é o dia do trabalho, até porque nunca trabalho neste dia.

Muito antes de existirmos, em 1500 já estava datando o mundo. Pedro Álvares Cabral tomou posse da Ilha de Vera Cruz, nosso “querido” atual Brasil.

Minha primeira e grande memória de um 1° de Maio, se deu em 1994, eu tinha apenas 9 anos e nunca esqueci, pois foi quando Airton Sena fez o mundo chorar. As manhãs de domingo nunca mais foram as mesmas, até mesmo para quem não era adorador de fórmula 1.

Depois disso tivemos alguns acontecimentos esportivos, políticos e históricos. Em 2008 a China inaugurou a maior ponte marítima do mundo. Em 2009 houve a legalização do casamento  para pessoas de mesmo gênero na Suécia. Em 2011, não em 1° de Maio, mas apenas um dia depois, Osama Bin Laden morreu.

Então seguindo um padrão cíclico, esta data vem registrando de alguma forma a minha vida e de muitas outras pessoas pelo mundo.

Acontece, que todos temos uma data assim, seja ela em Janeiro ou Dezembro, parece que carregamos uma energia para certas épocas do nosso ano. Assim como nos apossamos do espírito Natalino em Dezembro, do amor na Páscoa e da alegria no Carnaval, temos os nossos próprios períodos para “mergulharmos” de um jeito  diferente. Se dá quase como uma troca de estação pessoal.

Rotineiramente carregamos isso ano após anos. Ficando felizes quando a memória é boa e receosos quando ruim. Somos acometidos de expectativas ou de desânimo para tais períodos, e assim não nos permitimos mudá-los.
Não ousamos quebrar o modelo.

Hoje nesse 1° de Maio, estou me dando a chance de quebrar o meu padrão. E comecei já nas primeiras 2h, fazendo algo diferente. Escrevendo uma nova crônica, liberando minha inspiração. Sorrindo mais do que chorando, e não me permitindo repetir sensações, situações, atitudes e reações de outros tantos “primeiros de Maio”.

Não sei qual dia é a sua “sexta-feira 13”, mas sugiro que você ressignifique-a quando ela chegar, tornando-a somente em mais um dia do seu calendário de vivências.

Escrita em 1° de Maio as 2h10 da manhã!

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

ANTES NÃO ERA AMOR 💌


Normalmente passamos por inúmeros relacionamentos na vida, e em cada um deles descobrimos um sentimento, mas quase sempre achamos que amamos.
Então declaramos, e falamos, e postamos, e dizemos “Eu te amo”. Até o dia em que a gente se depara com o amor de verdade, e nesse momento, cedo ou tarde, a gente descobre que antes nunca havia sido amor.

Por quê?
Porque o amor é resiliente, é compreensivo, é forte, não se abate por qualquer coisa. O amor é paciente e tolerante, o amor é nobre. Ele amassa o orgulho, o medo, a dor e a raiva, ele protege, cuida, engrandece e nos faz crescer.

E ainda há quem acredite que o amor machuca, “NÃO”, o amor não machuca. O que machuca são as pessoas, são suas atitudes ou falta delas. O amor regenera, ele não cola “vaso quebrado”, ele reconstrói aquilo que dói. O amor de verdade não depende do quanto o outro nos ama, mas do quanto podemos amar sem pedir nada em troca. Porque o amor não é cobrança é reciprocidade!

Escrito 1/08/2018 às 0hs.

terça-feira, 22 de maio de 2018

A gente morre todos os dias


Todos os dias alguém nasce e alguém morre, nem sempre as pessoas nascem no dia que chegam ao mundo. Algumas vezes nascem em nossas vidas, aos 15, 20 ou 30 anos, e passam a habitar nossos corações, mesmo sem grandes motivos, assim como nem todos vezes que morrem deixam o corpo. Muitas vezes antes, deixam a alegria, deixam o trabalho, deixam a família, a casa ou país onde moram, às vezes matam o passado e morrem para ele, afim de viver o presente, mesmo que sem garantias e às vezes prematuramente matam o futuro, e na hora que Deus decide, morrem, mas morrem fisicamente.

Morremos todos os dias, nossa vida não é uma contagem progressiva, por mais que pareça, é uma contagem regressiva. Assim como nascemos a cada despertar, morremos a cada adormecer, e mais um dia se vai. Hoje estamos aqui, amanhã podemos não estar mais. Que cada um de nós possamos amar, sorrir e se alegrar. Que saibamos pedir desculpas e também desculpar, que saibamos receber amor, e também declarar. Que nunca seja tarde, pois quando for, doerá.

A vida é efêmera, é frágil, é intensa, é composta por momentos. Que cada um de nós estejamos vivendo nossos momentos, e que cada momento da vida de cada um de vocês esteja valendo a pena. Beije seu filho antes de sair, beije e abrace antes de dormir. Brigue com a sua família, é inevitável, mas cuide e os ame todos os dias como se fosse o último, pois qualquer dia será.. Não deixe "o amor da sua vida" passar, não priorize nada que você possa comprar, vender ou trocar, no final o que sustenta a gente é sempre o amor. Não valorize tanto o ser, mas o sentir. Arrependa-se de não conseguir, mas não de nem ao menos tentar.  Que o foco seja mais para quem amamos do que para nós mesmos, que nosso olhar seja menos egoísta e mais altruísta, e que a gente faça valer a vida que escolhemos. Que antes de cada adormecer, tenhamos vivido ao acordar.

Escrita dia 22/05/18, inspirada em um “vida”que partiu da minha, mas que permanecerá sempre na minha história e na minha memória.


                                               















Dedico esta crônica, ao Pablo Gonçalves, meu ex gestor, esse cara aparentemente “estranho”, engraçado e debochado, que marcou a minha vida durante o tempo que passou por ela.

domingo, 20 de maio de 2018

A maçã


A origem do mundo, a origem das marcas, a origem das ideias e as origens como um todo, são sempre muito questionáveis, entre muitas origens e dúvidas, uma certeza, "a maçã". A maçã é um ícone de sucesso que vem se tornando um marco em nossas vidas. A polêmica maçã proibida de Adão e Eva, dá origem a uma das versões mais discútiveis e seguidas sobre o nosso surgimento. A maçã vermelha de Isac Newton, deu origem a teoria da gravidade e se tornou o símbolo do maior cientista, físico, matemático e gênio da história, suas descobertas mudaram as nossas vidas. A maçã verde dos LPs dos Beatles, se tornou a maçã verde mais famosa já vista até os dias atuais e a maçã mordida de Jobs deu origem a Apple, uma febre delirante, que não cessa entre os apaixonados por tecnologia.

E agora devem estar se perguntando:
— O que isso tem a ver?
Tudo, tudo a ver, nossas vidas são marcadas pelas descobertas que fazemos, pelas histórias que vivemos e por tudo que sentimos diante disso. Em outro momento, há mais de três anos, introduzi um texto com esse mesmo tema para falar sobre amizade, mas hoje estou retomando-o para falar de significados.

Do nascimento à morte, registramos os momentos e damos significados a eles, usando algo que os simbolize. Damos lembrancinhas nos batizados, aniversários e casamentos. Antigamente, as meninas costumavam ganhar anéis ao completarem 15 anos. Trocamos alianças quando noivamos, quando casamos e nos desfazemos delas quando nos divorciamos, também como simbolismo do fim.

Nós colocamos sentimentos em objetos, viagens, músicas, aromas e lugares, e eles passam a construir a nossa marca, deixando de ser apenas um perfume, para ser o cheirinho de alguém que a gente ama. Deixando de ser apenas música, para ser a trilha sonora dos nossos melhores momentos. Deixando de ser apenas viagens, e sim vivências. Deixando de ser objetos e se tornando significados. Simbolize sua vida, marque as pessoas com o seu cheiro, não com a marca do seu perfume, faça uma “play list”, e deixe tocar até a vida acabar. Marque a vida das pessoas e as deixem te marcar, e você será eternizada, assim como cada uma daquelas maçãs!🍎♥️🍏

Escrita dia 1/05/18, inspirada nas pessoas e momentos que marcaram e marcam a minha vida, meus amores, minha vida, minhas maçãs!


segunda-feira, 5 de março de 2018

Guerra na Síria, e o que você faz?

Você sabia que, desde 1° de Janeiro de 2018, cerca de 1000 crianças morreram ou ficaram gravemente feridas na guerra que ocorre na Síria? Recém entramos  em Março, e estima-se que morre uma criança por hora, desde que o ano começou. Eu poderia falar sobre essa guerra, desde 2011, mas acredito que  os dados de 2018 são suficientemente chocantes. E por que essas crianças morrem, adultos morrem e inocentes morrem? Porque o mundo é movido, de maneira doentia,  pela ganância e pela ânsia do poder.

E o que o Brasil está fazendo? O que o governo está fazendo? O que os jornais estão fazendo? O que os grandes nomes da internet estão fazendo? O que os maiores YouTubers estão fazendo? O que artistas e grandes influenciadores estão fazendo? O que os grandes jogadores de futebol e seus times milionários estão fazendo? O que VOCÊ está fazendo? 

No Brasil e certamente no mundo, tenho visto mais notícias sobre a cirurgia do “dedinho" do Neymar, do que sobre essas vidas sendo estilhaçadas sem piedade. Tenho visto milhões de pessoas se movimentando para tirar ou manter alguém na casa mais vigiada do Brasil, o BBB. Citei esses exemplos, mas existem outros milhares, para dizer que as pessoas quando querem se unir por uma causa, quando querem movimentar zilhões de pessoas elas conseguem, mas infelizmente boa parte delas, são para coisas fúteis ou de entretenimento. 

O que aconteceria se...
Todos os torcedores, de todos os grandes times de futebol, fossem ao estádio com camisetas de protesto à essa guerra, sendo televisionados pelo mundo? E se todos os telespectadores do BBB, criassem páginas, perfis, grupos para falar sobre isso? E se todos que se movimentam para defender políticos de esquerda ou de direita, se juntassem para defender essas crianças? E se todos os Youtubes, com seus cerca de 50 milhões de seguidores, fizessem vídeos viralizarem em protesto à essa crueldade? E se os jornais falassem mais no que realmente importa e não no que dá a maior audiência? E se no intervalo da novela das oito da Globo, tivessem chamadas sobre o assunto? E se cada um dia nós, da sua maneira e com as armas que tem fizesse algo para mudar essa realidade? Nos acabaríamos com a guerra?

 Não sei, mas sem ao menos tentarmos, nunca saberemos. Se você não é um grande influenciador digital, se não tem milhões para doar, se não abriga refugiados e se não tem o  poder de criar efeitos de bando, use sua fé, onde quer que seja, mas faça ao menos um pensamento positivo. Se você é evangélico, católico, adventista, espírita, budista, batuqueiro ou umbandista, não importa. O que importa é a sua fé, então use-a, emanando paz, amor e compaixão para esse país. Você sozinho não vai acabar com a guerra, mas alguém precisa começar, faça sua parte! 

Escrita dia 05/03/2018, movida pela tristeza e indignação, pela dor de ver vidas sendo tratadas como futilidades e futilidades como algo grandioso

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Desistir é fácil


Desistir...Verbo transitivo indireto, é aquele que precisa de complemento para ter sentido, mesmo que indiretamente, ou seja: quem desisti, desiste “de algo” ou desiste “de alguém”, contudo, as vezes “desistir” é também extremamente intransitivo. Quando desistimos simplesmente sem ajuda, sem complemento, o “desistir” neste caso é literalmente como “morrer”. As vezes morremos de sede, de sono, de fome e em dado momento da vida, apenas morremos, e as vezes desistimos de um emprego, de uma viagem, de um sonho ou de um amor, e em dados momentos, apenas desistimos. Desistimos como morremos, intransitivamente e sem muitas explicações. A única cosia que a classificação gramatical deste verbo não nos conta, é o quanto ele é simples, e intransitivamente usado, mas tido como algo “muuuuuito” difícil a se realizar. Sinto em informar, mas desistir é sim fácil, é simples, é até rápido. Difícil mesmo é persistir, é ficar, é permanecer quando todas as setas indicam que devemos desistir ( 1- Não continuar em seu propósito; renunciar). Difícil é passar pelo medo, é conviver com a dúvida, é fazer amizade com a ansiedade, é se fragilizar sem saber se poderá colar os pedaços, é gritar sem ser escutado, é amar sem ser amado. Difícil é atravessar oceanos sem ao menos sair do lugar, é guardar todo o amor que temos para dar, é ter paciência e não se revoltar. Difícil é conviver com o maioral, o impiedoso, o dono do passado, do presente e do futuro, aquele cara que não tem pressa, que anda sempre ao passo certo, mesmo que muitas vezes nos pareça atrasado. Difícil mesmo é conviver com o “Senhor Tempo”, com os caminhos que ele nos mostra e nos tira. Difícil é ver a vida passar e não viver, e não mudar, e não cometer novos erros, continuar cometendo os mesmos. Difícil é não saber esperar e fugir, fugir de si mesmo sem ao menos tentar, mas se estiver muito difícil, ok. Desista!

Escrito dia 06/02/2018, inspirada nas setas que sempre me mandam desistir, mas eu insisto em continuar, porque nunca gostei de nada fácil. 

























Foto- O Monte Fitz Roy ou Cerro Chaltén é uma montanha localizada na fronteira do Chile com a Argentina na região da Patagônia. A localidade de El Chaltén , na província de Santa Cruz. Apesar de sua altitude relativamente modesta de 3.375 metros, o Fitz Roy é considerado por muitos alpinistas profissionais como o maior de todos os desafios do seu esporte, porque suas paredes verticais requerem técnica impecável para serem conquistadas. E mesmo considerado um dos mais difíceis do mundo, há quem não desista e escale.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

As sementes do nosso jardim


Nossa vida é como um jardim, e nela semeamos também sentimentos, podemos regá-los ou matá-los conforme os cuidamos. Quando plantamos uma semente, precisamos ter paciência e entender de quanta águia ou luz necessita, para não matá-la pela ausência e nem sufocá-la pelo excesso. Durante este processo erramos algumas vezes, e só descobrimos o jeito certo, porque estávamos fazendo do jeito errado. Somente percebemos que a falta de luz e água podem mata-la, quando olhamos para a semente e não a vemos brotar, só percebemos que podemos afoga-la ou cega-la de tanta luminosidade, quando começa murchar ao invés de florescer. Existem sementes e sementes, têm aquelas que dão flores e frutos apenas em uma estação, têm outras que levam algumas estações até começarem a crescer, e têm algumas que são como as de grandes árvores, com muitas raizes, que precisam de anos para desenvolverem-se, precisam de chuva, de sol, de frio e de calor, precisam de tempo para mostrarem que estão crescendo mesmo ainda sem aparecer nenhuma folha ou flor. Primeiro desenvolvem-se escondidas, crescem para baixo, estabelecem suas raizes para depois mostrarem seus fortes galhos, que não quebrarão com qualquer ventania, elas testam a nossa resiliência. E assim é o amor, são sementes em nossas vidas, algumas vezes plantamos e regamos, mas não crescem, não adaptam-se ao terreno, outros surgem no verão ou em qualquer outra estação e depois se vão, e existem aqueles que são como árvores, que plantamos mesmo não acreditando que possamos vê-los crescerem. E eles nascem, crescem, amadurecem em nossas vidas e ao contrário do que parece, não enfraquecem com o passar do tempo, pois habitarem terrenos em nossos corações. Já alguns sentimentos são como rosas, apesar de serem lindas e atraentes, carregam amores frágeis, vão durar pouco, regando ou não, outros são como árvores, a gente não sabe o espaço que irão ocupar, mas sabemos que se soubermos esperar, irão crescer. Por isso que arrancar as pétalas de uma rosa, dói muito menos do que arrancar as raizes de uma árvore, que recém está nascendo!

Escrita dia 23/10/2017 às 23h
Rafaela Manique Paulin

Foto batida por mim, Junho/2012 em Lahaina- Hawaii


domingo, 13 de agosto de 2017

Sobre aprender a ser filho antes de nos tornarmos pais



Esta semana  assisti o filme sobre a vida do Steve Jobs, e de tudo que vi, o que mais me impressionou, foi o quanto a base que ele teve influenciou na pessoa que ele se tornou, foi adotado e devolvido, cresceu um homem aparentemente frio, mas que  na verdade colocava sentimento em tudo que fazia e criava, aprendeu a ser rejeitado e acabou  rejeitando a filha mesmo a amando. Não deixou de ser brilhante por isso, necessitava provar ao mundo que não precisava de ninguém para ser quem se tornou, de todo ruim não foi, buscou determinação dentro da adversidade, nem sempre foi compreendido, mas seguiu mesmo assim, com os traumas no bolso e com intensidade em tudo que colocava a mão. Tudo que nos tornamos está ligado ao que recebemos na nossa infância, muitos de nós passaram, passam ou passarão por isso, mas ao invés de carregarmos esse fardo, essa angústia e essa dor, deixemos a eles, deixemos aos pais que optaram em não serem pais. Ao invés de nos privarmos de amar, façamos ao contrário, vamos dar muito amor para superar, ao invés de tentar mudá-los, mudemos nós, não levando isso para cada relação ou relacionamento. Será que eles tiveram mais do que nos deram? Muito provável que não, damos aquilo que recebemos, e para que nossos filhos não repitam essa matriz por séculos, façamos diferente. Podemos construir homens e mulheres, pais e mães melhores do que somos e melhores do que tivemos, podemos sim dar mais do que recebemos. Sei que é difícil estender a mão com o medo da não retribuição, se a pessoa que mais nos ama pode nos rejeitar de alguma forma,  por que outros não o fariam? Posso dizer por experiência própria, a melhor maneira de se livrar disso é não carregando isso, é não transferindo isso para o seu filho, seu namorado, seus amigos, é não depender apenas desse amor para viver. Apesar de tudo, nos tornamos fortalezas, nos desenvolvemos nos ambientes mais hostis, já não esperamos muito de ninguém, mas esperamos muito de nós mesmos, poderíamos ser assim sem ter tido o sentimento de rejeição de qualquer espécie, mas isso prova que nascemos para superar e não para estagnar a cada decepção. Nascemos filhos e muito provavelmente a maioria de nós tornaram-se ou tornarão-se pais, mas antes disso, sejamos pessoas leves e livres do que "não tivemos”, para que em toda relação que passemos a construir, possamos dar muito mais do que “apenas" aquilo que recebemos! 

Escrita dia 13/08/2017  às 11hs de um chuvoso e reflexivo dia dos Pais.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Quando tudo se torna apenas saudade


Quando tudo se torna saudade e você precisa deixar o outro ir, mas não consegue fazer isso sem deixar que algo se quebre. Por que  temos que deixar o ouro ir? Porque sim, porque muitas vezes somos nós a partir, somos nós que embarcamos em uma nova aventura amorosa, profissional ou radical, outras vezes somos nós os "abandonados", somos nós que estamos no mesmo lugar, com as mesmas perspectivas, no mesmo trabalho, na mesma casa e mesmo remendados com alguns pedaços, não estamos nem abertos, nem fechados, apenas um pouco quebrados. Com o passar do tempo a ausência se torna tão presente que preenche, as vezes transbordamos de questionamentos, outras de saudade, algumas vezes de dor e outras, será que  era mesmo amor? Cheios de perguntas, mas ainda sem respostas isso tudo vai tornando-se familiar, comum, vai entrando na rotina até que um dia deixa de fazer falta. A ausência, que preenchia a falta que tudo fazia, despede-se e evapora, os pedaços regeneram-se e a gente segue em reforma, presente, mas apenas na vida da gente!

Escrito dia 30/05/2017 às 20hs de um do frio.
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quarta-feira, 3 de maio de 2017

A vida e WhatsApp

A necessidade do acesso a comunicação via internet, em especial via WhatsApp, transformou-se em uma dependência dentro das nossas rotinas como: escovar os dentes, comer, tomar banho e dormir. Existem muitas críticas voltadas para esse assunto, mas a verdade é que o "whats" deixou de ser apenas um app de comunicação e entretenimento, tornou-se uma ferramenta, a qual cada um usa de acordo com suas necessidades. As pessoas contratam, demitem, namoram, fazem suas leituras diárias, úteis e inúteis, compartilham seus momentos, ligam umas para as outras, entram para fazer nada, as vezes apenas "precisam" dar uma olhadinha, afinal a grande maioria das pessoas vivem através disso. A vida parece bagunçada sem a viabilidade da comunicação digital e não é para menos, o mundo é "touch". Apesar de todas as utilidades, que são muitas, da praticidade que nos proporciona e da certeza que temos de manter elos, amizades e relacionamento mesmo quando o outro está no Japão e nós estamos no Brasil, mesmo que isso seja extremamente confortante, acolhedor e agradável existe um outro ângulo, pelo qual também devemos dar uma "olhadinha". No contraponto de tudo isso, vivemos em uma realidade artificial, onde a atenção é divida entre grupos, amigos e relacionamentos, onde quem está na sua frente perde a importância para dar espaço àquela notificação perturbadora na tela, que parece não poder esperar três segundos, ok, algumas realmente não podem. Contudo os melhores lugares não são mais os que nos trazem aconchego, estacionamento e segurança, isso não basta, são os que nos trazem tomadas, pois certamente cada um de nós leva seu carregador ou, seus carregadores, mas nem todos carregam suas escovas de dentes, esse lugar pode ser ainda melhor, se o próprio oferecer não só a tomada, mas um carregador portátil e wi-fi, para tornar o jantar, o almoço ou o café mais tranquilo, na certeza de que não estamos e não estaremos desconectados, que não estaremos fora do mundo, mesmo que muitas vezes estejamos ausente de grandes momentos.

Esctita dia 03/05/2017 às 19h00, depois de algumas horas sem conexão...


segunda-feira, 13 de março de 2017

Vidas privilegiadas


Suspirei umas 5 vezes antes de começar a escrever, porque realmente existem assuntos que me tiram o fôlego, como a ganância, o exagero no ter, o descaso para manter e o impiedoso egoísmo para compartilhar. Ouvi a seguinte frase no filme Lion "Nós pairamos em nossas vidas privilegiadas" e é exatamente o que fazemos, quando não fazemos o mal, mas também não praticamos o bem, é exatamente o que fazemos quando damos aos nossos filhos muito mais do que precisam, até o ponto de não valorizarem, é exatamente o que fazemos quando fechamos as janelas, as portas, os braços e os sorrisos para o outro e apenas pairamos na nossa altivez. Fechamos os olhos para a fome na África, fechamos os olhos para todas as guerras no mundo, fechamos os olhos para corrupção enquanto somos favorecidos de alguma forma, fechamos os olhos porque enquanto nada disso atingir nossas vidas e nossas famílias, sentiremos medo, sentiremos pena, sentiremos raiva, mas não nos moveremos para que seja diferente. Pairamos de fato em  nossas vidas privilegiadas, por mais que elas sejam simples, nos enroscamos com o nosso egoísmos que só abre os olhos para nós mesmos, nos esforçamos diariamente para o "ter", mas quase nada para o "ser", não que possamos mudar o mundo, mas podemos mudar dentro de nós, podemos fazer a nossa pequena parte, mesmo que seja um grão de areia no deserto. Que tenhamos o necessário, mas que não sejamos exagerados, que não sejamos apenas o necessário, que exageremos! 










Escrita dia 13/03/2016 às 23hs.

terça-feira, 7 de março de 2017

As dores que doem mais


Existem dores e dores, mas existem as dores que doem mais, aquelas que partem nossos corações, aquelas que  dilaceram com as alegrias do dia. As dores que doem mais não são aquelas que podemos estancar. Quebrar o braço dói, mas dá para engessar, cortar o dedo dói, mas é possível atar para fazer parar de sangrar, apanhar dói, mas alivia revidar, perder alguém dói, mas o tempo há de curar e apenas a saudade irá pairar, os finais doem, mas existem recomeços para acalmar. As dores que doem mais não são as nossas, são as dores dos outros, as dores de quem amamos, as dores que não tocam nossas faces, nossa pele, mas machucam nossos corações. Essas dores doem mais, mesmo que não sangrem, mesmo que não levem pontos, mesmo que não necessitem de tempo, doem mais porque doem nas pessoas que amamos, mas a empatia de sentir, de tentar tangir, de se apoderar dar dor do outro, com intuito de amenizar, nem sempre é curadora, mas equilibra os sentimentos, porque ao invés de multiplicar é divisora. Essas dores sempre doem mais, simplesmente porque amamos, porque muitas vezes preferimos sofrer no lugar, mesmo sem poder, porque acreditamos que somos mais fortes, mais recuperáveis, menos vulneráveis, acreditamos que a dor pode ser menor em nós quando o amor é maior pelo outro.

Escrita dia 05/02/2016 `as 22hs
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segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Ame mais ou ame menos


Para cada um que ama muito, tem um que ama menos, para cada um que dedica seu tempo, tem um com falta de tempo, para cada amor, tem alguém que não dá valor. Hoje você é o que ama mais, amanhã pode ser o que ama menos, hoje o amor não se encaixa com o tempo que você disponibiza, amanhã quando tiveres tempo talvez não tenha mais o amor. Se você não quis valorizar quando podia, não poderá mais quando quiser. O amor é conjugado somente em um tempo, no presente. Não se resgata amor depois que ele virou dor, é passado, não se projeta amor, o futuro é incerto. Ame menos ou ame mais, mas ame hoje!


sábado, 19 de novembro de 2016

Sobre minhas ideias de escrever

Em uma conversa informal e digital com um amigo, falávamos sobre escrever, sobre ideias, inclusive disse a ele o que já disse diversas vezes a vocês, que muitas das minhas inspirações surgem a partir de diálogos, que insights vinham e logo em seguida um texto inteiro, e não foi diferente desta vez, eis que aqui estou. Temos inúmeras ideias durante a vida, algumas ficam no momento, outras na cabeça, outras autenticamos, mas a grande maioria vencem, as ideias são perecíveis, possuem prazo de validade, entretanto nem sempre vem no rótulo algo do tipo: “consuma assim que abrir”. Ideias são boas quando são convertidas em atitudes, quando deixam a mente e possuem o corpo, quando ganham forma, quando deixam de ocupar apenas o pensamento e ocupam as palavras e no meu caso, quando deixam de ocupar as palavras e começam ocupar as linhas, as páginas e os capítulos. Deixarão de ser ideias quando ocuparem um espaço nas prateleiras, em algum cantinho de suas vidas. Para expressar melhor minha ideia, vou responder neste texto uma pergunta que já me fizeram dezenas de vezes e que eu já fiz muitas e muitas vezes para mim e para escritores de assinaturas desconhecidas. “Por que você escreve?" É um conjunto de fatores, como já citei em outros textos, mas acredito que hoje encontrei a melhor reposta. Escrevo, porque escrever é uma forma de viver mesmo depois da morte, é uma extensão de mim, é um legado, é uma forma talvez de viver daqui há um, dois, três ou mais séculos, é uma forma de dizer aos meus netos, bisnetos, tataranetos que pensei neles antes mesmo de existirem, escrever é registar, é mais que contar historias é fazer historia. Quando lemos sobre a origem da escrita, temos esta frase “A escrita é um processo simbólico que possibilitou ao homem expandir suas mensagens para o mundo muito além do seu próprio tempo e espaço”, ou seja. Quando nascemos escrevemos em um livro esta data, quando casamos escrevemos nas alianças, quando morremos escrevemos nas lápides, e quando vivemos? Quando vivemos escrevemos em um papel, em uma foto, em um diário, em uma carta, em um livro ou escrevemos um livro. Se não tiveres assuntos para alguns séculos, deixe mesmo assim sua letra, seu amor, sua declaração em um bilhete para o mundo e viverás para sempre através de suas palavras.

Escrita dia 18/11/2016


quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Ela é tudo, mas não é nada sua


Li uma frase agora que dizia " Se você namora uma mulher sem intenção de casar com ela, você namora a mulher de outro homem", achei a frase incrível, o autor é desconhecido, mas os personagem que vivem essa peça de teatro são muitos, e estão encenando diariamente esse espetáculo para todos nós em algum momento. Essa frase se aplica para namoros, casamentos, mas infinitamente mais para sentimentos, nem sempre se quer casar ou namorar com a mulher ou o homem de nossas vidas, mas continuam sendo os tais. Normalmente essa pessoa é tudo, é amiga, parceira, companheira, confidente, amante, admiradora, é incrível, é indispensável, é tudo, mas não é nada sua. Quando te perguntam o que você é dessa pessoa você não sabe nomear, mas se te observarem a olhando sabem explicar, se te pegarem falando sobre ela verão que  é muito mais do que um status pode definir, mas mesmo assim, ela ainda não é nada sua. Ela não é nada porque maior do que o desejo, maior do que a paixão, maior do que o amor, existe um sentimento que pode ser maior do que tudo, o medo. O MEDO agiganta os fantasmas, incentiva a covardia, se apodera de todas as lacunas, ele parece inofensivo, mas ganha espaço e vai acinzentando os sentimentos que antes eram coloridos, ele é tão grande que parece preencher, parece ser capaz de te fazer esquecer, parece ser capaz de apagar qualquer coisa boa que a vida desenhou e quando ele consegue, você realmente “curte”, “namora” ou é loucamente apaixonado pela mulher de outro homem ou pelo homem de outra mulher, daquele ou daquela que teve coragem de fazer tudo que você não fez, quando ela ou ele eram tudo, mas não era nada seu, afinal, ninguém é insubstituível!

Escrita dia 27/10/2016 

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

A fórmula do risco


Quem não gosta de uma adrenalina para movimentar a vida, uma emoção para embalar os dias rotineiros e óbvios? Todos, até os mais frios e racionais adoram uma emoção para quebrar a razão. Tem algo mais emocionante do que correr certos riscos? Pular de paraquedas, saltar de asa delta, pular de um muro alto, pegar uma estrada sem rumo, mudar o roteiro da sua vida sem mapa, pisar em solo desconhecido, encarar a montanha russa mais alta, brincar de verdade ou consequência, se apaixonar e etc... Certamente fazer compras, casar-se, dividir os dias e pagar as contas que não tem fim, são incrivelmente emocionantes também, mas cansa, enjoa, perde a graça muitas vezes. Tudo que vira rotina perde um pouco da emoção, do encantamento, da adrenalina.
Costumo dizer que risco bom é o risco calculado, aquele que não vem seguido de um impulso, aquele pensado, onde o benefício é maior que o medo das consequências, aquele que libera adrenalina, serotonina e se possível manda aí também uma endorfina, mas quem sabe a fórmula, quem sabe tirar a prova real para ver se calculou certo? Quem? Ninguém. Não sabe a fórmula, use a balança!


sábado, 27 de agosto de 2016

Homens e Mulheres


Em uma amistosa conversa com amigos do sexo masculino, transitávamos sobre assuntos diversos e para não fugir à regra, eis que não poderiam faltar na lista: mulheres, relacionamentos, comportamento e aquela "pulada de cerca", que sempre rende um copo a mais para seguir com o papo. Nessas horas percebemos que vivemos em universos distintos, e que mesmo o mais experiente dos homens conhece bem as mulheres, porém ainda assim não as entende e vice versa. O homem não consegue pensar como a mulher, logo é difícil de entender de fato o que gera tanta "criatividade", vou tentar explicar. As mulheres não imaginam coisas, elas fazem melhor, elas adubam as ideias, regam e esperam para ver no que vai dar. Os homens esperam para ver no vai dar, regam e se rolar "bora" adubar. Os homens precisam de liberdade para pousar, as mulheres pousam para se libertar. Os homens quando traem somam, uma loira não é melhor do que uma morena, uma alta não é melhor do que uma baixa, porque melhor mesmo é ter as duas, as mulheres comparam e subtraem, o melhor fica. Os homens são "agora" as mulheres um calendário inteiro. Os homem são de Marte ou Plutão, as mulheres são uma enorme constelação. Os homens são chuva de verão, refrescam e às vezes se vão, as mulheres tempestade, fazem sempre um estrago, mesmo que só " por um acaso ou uma tarde". Os homens são águias com olhos apurados, as mulheres gralhas com ouvidos e línguas afiadas.
Homens às vezes são homens, às vezes meninos, às vezes pais, às vezes filhos, às vezes amantes outras amados, às vezes mirim e outras, apenas me deixa, eu sou assim. Meninas são sempre mulheres, às vezes são mães às vezes são pais, às vezes amigas, às vezes suas próprias inimigas, às vezes são amantes, outras mal amadas, às vezes são muitas mas sempre são únicas. Homens pensam friamente e agem calorosamente, mulheres pensam calorosamente e agem friamente, homens... Cuidado.

Homens são chaves, mas mulheres nem sempre são fechaduras, às vezes são fáceis outras "linha dura". Homens e mulheres um paradoxo sem fim, mas quem ousa viver sozinho sem antônimos assim?

Escrita dia 27/08/2016 às 06hs do amanhecer de sábado.




terça-feira, 16 de agosto de 2016

O Nosso Santo Bateu


"O nosso Santo bateu, o amor da sua vida sou eu". 
 Quantas vezes o Santo bateu, mas o amor da sua vida não foi eu, nem você, nem ele, nem ela e nem ninguém? 
 O Santo bateu, mas amar não é o Santo bater, é paciência, resiliência, tolerância, é saber cultivar, é deixar o Santo que bateu, apadrinhar. 
 É passar pelo Santo que bateu, pelo encontro que não aconteceu e pela paixão que floresceu. 
 É  a vontade de ficar quando as férias acabarem, quando tudo que parecia perfeito se tornar normal, quando os defeitos enlouquecem e as qualidades acalmarem, é a vontade de ficar quando o medo permanecer, mas a angústia de perder evaporar. 
 É quando o sexo é bom e a companhia compensa, é quando se pode falar sem melindrar, é quando a gente não consegue mais gostar de ninguém sem comparar. 
 É quando a pessoa vem e decide ficar, é quando o tempo parece  pequeno porque o amor cresceu, é quando a paixão amadurece, é quando as borboletas saem do estômago e passam a voar.

O meu Santo esbarrou e a inspiração bateu!

Escrita em uma rua qualquer do dia 10/08/2016.


domingo, 31 de julho de 2016

Reciprocidade...


Reciprocidade deveria ser uma norma para boa convivência, mas sabemos que não é assim, todos gostam, mas poucos praticam, e quem pratica leva a sério. Lendo a definição de reciprocidade vi um conceito que me chamou a atenção, "sentidos contrários expressam uma relação recíproca, como em comprar-vender, homem-mulher", achei a definição perfeita. Achei perfeita porque não necessariamente  para seremos recíprocos precisamos devolver da mesma forma, mas sim com a mesma intensidade ou dedicação. Há quem demonstre o amor falando e quem devolva fazendo, há quem dê atenção escutando e quem devolva dialogando e há quem dê bom dia olhando e quem devolva sorrindo. Vejo que o grande problema em ser recíproco está em quem começa, quem espera amor para devolver, às vezes morre com ele guardado, quem espera o primeiro olhar para devolver e dialogar às vezes vai embora da festa sem nem ao menos conversar, quem espera nem sempre alcança. Logo não puna-se por ser pro-ativo, puna-se por não ser reativo. O problema não está em quem começa, mas em quem não devolve. 

Escrita dia 30/07/2016 às 21h37
Dedicada a minha amiga linda e exemplo de reciprocidade, Eliane Sanches!

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Passeando entre vidas


Tem um certo tipo de pessoa que não veio para ficar, definitivamente esse tipo de gente transita entre vidas, passeia um pouco aqui, outro pouco ali, gente que passeia pela vida alheia e se auto classifica como desapegado, como alguém que não sofre porque não constrói. Não constrói pelo medo de não conseguir desconstruir, vai vivendo tudo pela metade, com intensidade mas ainda sim pela metade. Não fica anos no mesmo emprego, não mantém amigos por longas datas, não tem amores, tem apenas casos... Acredita não levar ninguém a sério, quando na verdade não se leva a sério, não leva seus sentimentos nem a sério nem a lugar algum, afinal sentimentos constroem bases que podem erguer prédios altos e fortes, mas esse tipo de gente prefere uma cabana de palha, com vista para praia apenas para uma estação. Preferem a solidão estando na multidão do que um coração cheio em meio ao vazio, esse tipo de pessoa prefere a si, vive com as suas escolhas mas não se agrada muito das consequências, vive cheio de dúvidas, de medos, de traumas, vive cheio de solidão enquanto a vida pode ser vivida como uma doce festa, mesmo que apenas por uma estação! 

Escrita dia 24/06/2016 às 23h39, no calor do lar e da lareira!

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