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    Aqui vou compartilhar tudo que me faz sentir, me faz sorrir, me faz pensar
    e me faz escrever, através das minhas crônicas. Espero que gostem, e só
    fará sentido para mim se fizer sentir em vocês.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

A fórmula do risco


Quem não gosta de uma adrenalina para movimentar a vida, uma emoção para embalar os dias rotineiros e óbvios? Todos, até os mais frios e racionais adoram uma emoção para quebrar a razão. Tem algo mais emocionante do que correr certos riscos? Pular de paraquedas, saltar de asa delta, pular de um muro alto, pegar uma estrada sem rumo, mudar o roteiro da sua vida sem mapa, pisar em solo desconhecido, encarar a montanha russa mais alta, brincar de verdade ou consequência, se apaixonar e etc... Certamente fazer compras, casar-se, dividir os dias e pagar as contas que não tem fim, são incrivelmente emocionantes também, mas cansa, enjoa, perde a graça muitas vezes. Tudo que vira rotina perde um pouco da emoção, do encantamento, da adrenalina.
Costumo dizer que risco bom é o risco calculado, aquele que não vem seguido de um impulso, aquele pensado, onde o benefício é maior que o medo das consequências, aquele que libera adrenalina, serotonina e se possível manda aí também uma endorfina, mas quem sabe a fórmula, quem sabe tirar a prova real para ver se calculou certo? Quem? Ninguém. Não sabe a fórmula, use a balança!


sábado, 27 de agosto de 2016

Homens e Mulheres


Em uma amistosa conversa com amigos do sexo masculino, transitávamos sobre assuntos diversos e para não fugir à regra, eis que não poderiam faltar na lista: mulheres, relacionamentos, comportamento e aquela "pulada de cerca", que sempre rende um copo a mais para seguir com o papo. Nessas horas percebemos que vivemos em universos distintos, e que mesmo o mais experiente dos homens conhece bem as mulheres, porém ainda assim não as entende e vice versa. O homem não consegue pensar como a mulher, logo é difícil de entender de fato o que gera tanta "criatividade", vou tentar explicar. As mulheres não imaginam coisas, elas fazem melhor, elas adubam as ideias, regam e esperam para ver no que vai dar. Os homens esperam para ver no vai dar, regam e se rolar "bora" adubar. Os homens precisam de liberdade para pousar, as mulheres pousam para se libertar. Os homens quando traem somam, uma loira não é melhor do que uma morena, uma alta não é melhor do que uma baixa, porque melhor mesmo é ter as duas, as mulheres comparam e subtraem, o melhor fica. Os homens são "agora" as mulheres um calendário inteiro. Os homem são de Marte ou Plutão, as mulheres são uma enorme constelação. Os homens são chuva de verão, refrescam e às vezes se vão, as mulheres tempestade, fazem sempre um estrago, mesmo que só " por um acaso ou uma tarde". Os homens são águias com olhos apurados, as mulheres gralhas com ouvidos e línguas afiadas.
Homens às vezes são homens, às vezes meninos, às vezes pais, às vezes filhos, às vezes amantes outras amados, às vezes mirim e outras, apenas me deixa, eu sou assim. Meninas são sempre mulheres, às vezes são mães às vezes são pais, às vezes amigas, às vezes suas próprias inimigas, às vezes são amantes, outras mal amadas, às vezes são muitas mas sempre são únicas. Homens pensam friamente e agem calorosamente, mulheres pensam calorosamente e agem friamente, homens... Cuidado.

Homens são chaves, mas mulheres nem sempre são fechaduras, às vezes são fáceis outras "linha dura". Homens e mulheres um paradoxo sem fim, mas quem ousa viver sozinho sem antônimos assim?

Escrita dia 27/08/2016 às 06hs do amanhecer de sábado.




terça-feira, 16 de agosto de 2016

O Nosso Santo Bateu


"O nosso Santo bateu, o amor da sua vida sou eu". 
 Quantas vezes o Santo bateu, mas o amor da sua vida não foi eu, nem você, nem ele, nem ela e nem ninguém? 
 O Santo bateu, mas amar não é o Santo bater, é paciência, resiliência, tolerância, é saber cultivar, é deixar o Santo que bateu, apadrinhar. 
 É passar pelo Santo que bateu, pelo encontro que não aconteceu e pela paixão que floresceu. 
 É  a vontade de ficar quando as férias acabarem, quando tudo que parecia perfeito se tornar normal, quando os defeitos enlouquecem e as qualidades acalmarem, é a vontade de ficar quando o medo permanecer, mas a angústia de perder evaporar. 
 É quando o sexo é bom e a companhia compensa, é quando se pode falar sem melindrar, é quando a gente não consegue mais gostar de ninguém sem comparar. 
 É quando a pessoa vem e decide ficar, é quando o tempo parece  pequeno porque o amor cresceu, é quando a paixão amadurece, é quando as borboletas saem do estômago e passam a voar.

O meu Santo esbarrou e a inspiração bateu!

Escrita em uma rua qualquer do dia 10/08/2016.


domingo, 31 de julho de 2016

Reciprocidade...


Reciprocidade deveria ser uma norma para boa convivência, mas sabemos que não é assim, todos gostam, mas poucos praticam, e quem pratica leva a sério. Lendo a definição de reciprocidade vi um conceito que me chamou a atenção, "sentidos contrários expressam uma relação recíproca, como em comprar-vender, homem-mulher", achei a definição perfeita. Achei perfeita porque não necessariamente  para seremos recíprocos precisamos devolver da mesma forma, mas sim com a mesma intensidade ou dedicação. Há quem demonstre o amor falando e quem devolva fazendo, há quem dê atenção escutando e quem devolva dialogando e há quem dê bom dia olhando e quem devolva sorrindo. Vejo que o grande problema em ser recíproco está em quem começa, quem espera amor para devolver, às vezes morre com ele guardado, quem espera o primeiro olhar para devolver e dialogar às vezes vai embora da festa sem nem ao menos conversar, quem espera nem sempre alcança. Logo não puna-se por ser pro-ativo, puna-se por não ser reativo. O problema não está em quem começa, mas em quem não devolve. 

Escrita dia 30/07/2016 às 21h37
Dedicada a minha amiga linda e exemplo de reciprocidade, Eliane Sanches!

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Passeando entre vidas


Tem um certo tipo de pessoa que não veio para ficar, definitivamente esse tipo de gente transita entre vidas, passeia um pouco aqui, outro pouco ali, gente que passeia pela vida alheia e se auto classifica como desapegado, como alguém que não sofre porque não constrói. Não constrói pelo medo de não conseguir desconstruir, vai vivendo tudo pela metade, com intensidade mas ainda sim pela metade. Não fica anos no mesmo emprego, não mantém amigos por longas datas, não tem amores, tem apenas casos... Acredita não levar ninguém a sério, quando na verdade não se leva a sério, não leva seus sentimentos nem a sério nem a lugar algum, afinal sentimentos constroem bases que podem erguer prédios altos e fortes, mas esse tipo de gente prefere uma cabana de palha, com vista para praia apenas para uma estação. Preferem a solidão estando na multidão do que um coração cheio em meio ao vazio, esse tipo de pessoa prefere a si, vive com as suas escolhas mas não se agrada muito das consequências, vive cheio de dúvidas, de medos, de traumas, vive cheio de solidão enquanto a vida pode ser vivida como uma doce festa, mesmo que apenas por uma estação! 

Escrita dia 24/06/2016 às 23h39, no calor do lar e da lareira!

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