domingo, 20 de maio de 2018
A maçã
A origem do mundo, a origem das marcas, a origem das ideias e as origens como um todo, são sempre muito questionáveis, entre muitas origens e dúvidas, uma certeza, "a maçã". A maçã é um ícone de sucesso que vem se tornando um marco em nossas vidas. A polêmica maçã proibida de Adão e Eva, dá origem a uma das versões mais discútiveis e seguidas sobre o nosso surgimento. A maçã vermelha de Isac Newton, deu origem a teoria da gravidade e se tornou o símbolo do maior cientista, físico, matemático e gênio da história, suas descobertas mudaram as nossas vidas. A maçã verde dos LPs dos Beatles, se tornou a maçã verde mais famosa já vista até os dias atuais e a maçã mordida de Jobs deu origem a Apple, uma febre delirante, que não cessa entre os apaixonados por tecnologia.
E agora devem estar se perguntando:
— O que isso tem a ver?
Tudo, tudo a ver, nossas vidas são marcadas pelas descobertas que fazemos, pelas histórias que vivemos e por tudo que sentimos diante disso. Em outro momento, há mais de três anos, introduzi um texto com esse mesmo tema para falar sobre amizade, mas hoje estou retomando-o para falar de significados.
Do nascimento à morte, registramos os momentos e damos significados a eles, usando algo que os simbolize. Damos lembrancinhas nos batizados, aniversários e casamentos. Antigamente, as meninas costumavam ganhar anéis ao completarem 15 anos. Trocamos alianças quando noivamos, quando casamos e nos desfazemos delas quando nos divorciamos, também como simbolismo do fim.
Nós colocamos sentimentos em objetos, viagens, músicas, aromas e lugares, e eles passam a construir a nossa marca, deixando de ser apenas um perfume, para ser o cheirinho de alguém que a gente ama. Deixando de ser apenas música, para ser a trilha sonora dos nossos melhores momentos. Deixando de ser apenas viagens, e sim vivências. Deixando de ser objetos e se tornando significados. Simbolize sua vida, marque as pessoas com o seu cheiro, não com a marca do seu perfume, faça uma “play list”, e deixe tocar até a vida acabar. Marque a vida das pessoas e as deixem te marcar, e você será eternizada, assim como cada uma daquelas maçãs!🍎♥️🍏
Escrita dia 1/05/18, inspirada nas pessoas e momentos que marcaram e marcam a minha vida, meus amores, minha vida, minhas maçãs!
segunda-feira, 5 de março de 2018
Guerra na Síria, e o que você faz?
Você sabia que, desde 1° de Janeiro de 2018, cerca de 1000 crianças morreram ou ficaram gravemente feridas na guerra que ocorre na Síria? Recém entramos em Março, e estima-se que morre uma criança por hora, desde que o ano começou. Eu poderia falar sobre essa guerra, desde 2011, mas acredito que os dados de 2018 são suficientemente chocantes. E por que essas crianças morrem, adultos morrem e inocentes morrem? Porque o mundo é movido, de maneira doentia, pela ganância e pela ânsia do poder.
E o que o Brasil está fazendo? O que o governo está fazendo? O que os jornais estão fazendo? O que os grandes nomes da internet estão fazendo? O que os maiores YouTubers estão fazendo? O que artistas e grandes influenciadores estão fazendo? O que os grandes jogadores de futebol e seus times milionários estão fazendo? O que VOCÊ está fazendo?
No Brasil e certamente no mundo, tenho visto mais notícias sobre a cirurgia do “dedinho" do Neymar, do que sobre essas vidas sendo estilhaçadas sem piedade. Tenho visto milhões de pessoas se movimentando para tirar ou manter alguém na casa mais vigiada do Brasil, o BBB. Citei esses exemplos, mas existem outros milhares, para dizer que as pessoas quando querem se unir por uma causa, quando querem movimentar zilhões de pessoas elas conseguem, mas infelizmente boa parte delas, são para coisas fúteis ou de entretenimento.
O que aconteceria se...
Todos os torcedores, de todos os grandes times de futebol, fossem ao estádio com camisetas de protesto à essa guerra, sendo televisionados pelo mundo? E se todos os telespectadores do BBB, criassem páginas, perfis, grupos para falar sobre isso? E se todos que se movimentam para defender políticos de esquerda ou de direita, se juntassem para defender essas crianças? E se todos os Youtubes, com seus cerca de 50 milhões de seguidores, fizessem vídeos viralizarem em protesto à essa crueldade? E se os jornais falassem mais no que realmente importa e não no que dá a maior audiência? E se no intervalo da novela das oito da Globo, tivessem chamadas sobre o assunto? E se cada um dia nós, da sua maneira e com as armas que tem fizesse algo para mudar essa realidade? Nos acabaríamos com a guerra?
Não sei, mas sem ao menos tentarmos, nunca saberemos. Se você não é um grande influenciador digital, se não tem milhões para doar, se não abriga refugiados e se não tem o poder de criar efeitos de bando, use sua fé, onde quer que seja, mas faça ao menos um pensamento positivo. Se você é evangélico, católico, adventista, espírita, budista, batuqueiro ou umbandista, não importa. O que importa é a sua fé, então use-a, emanando paz, amor e compaixão para esse país. Você sozinho não vai acabar com a guerra, mas alguém precisa começar, faça sua parte!
Escrita dia 05/03/2018, movida pela tristeza e indignação, pela dor de ver vidas sendo tratadas como futilidades e futilidades como algo grandioso
segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018
Desistir é fácil
Desistir...Verbo transitivo indireto, é aquele que precisa de complemento para ter sentido, mesmo que indiretamente, ou seja: quem desisti, desiste “de algo” ou desiste “de alguém”, contudo, as vezes “desistir” é também extremamente intransitivo. Quando desistimos simplesmente sem ajuda, sem complemento, o “desistir” neste caso é literalmente como “morrer”. As vezes morremos de sede, de sono, de fome e em dado momento da vida, apenas morremos, e as vezes desistimos de um emprego, de uma viagem, de um sonho ou de um amor, e em dados momentos, apenas desistimos. Desistimos como morremos, intransitivamente e sem muitas explicações. A única cosia que a classificação gramatical deste verbo não nos conta, é o quanto ele é simples, e intransitivamente usado, mas tido como algo “muuuuuito” difícil a se realizar. Sinto em informar, mas desistir é sim fácil, é simples, é até rápido. Difícil mesmo é persistir, é ficar, é permanecer quando todas as setas indicam que devemos desistir ( 1- Não continuar em seu propósito; renunciar). Difícil é passar pelo medo, é conviver com a dúvida, é fazer amizade com a ansiedade, é se fragilizar sem saber se poderá colar os pedaços, é gritar sem ser escutado, é amar sem ser amado. Difícil é atravessar oceanos sem ao menos sair do lugar, é guardar todo o amor que temos para dar, é ter paciência e não se revoltar. Difícil é conviver com o maioral, o impiedoso, o dono do passado, do presente e do futuro, aquele cara que não tem pressa, que anda sempre ao passo certo, mesmo que muitas vezes nos pareça atrasado. Difícil mesmo é conviver com o “Senhor Tempo”, com os caminhos que ele nos mostra e nos tira. Difícil é ver a vida passar e não viver, e não mudar, e não cometer novos erros, continuar cometendo os mesmos. Difícil é não saber esperar e fugir, fugir de si mesmo sem ao menos tentar, mas se estiver muito difícil, ok. Desista!
Escrito dia 06/02/2018, inspirada nas setas que sempre me mandam desistir, mas eu insisto em continuar, porque nunca gostei de nada fácil.
Escrito dia 06/02/2018, inspirada nas setas que sempre me mandam desistir, mas eu insisto em continuar, porque nunca gostei de nada fácil.
Foto- O Monte Fitz Roy ou Cerro Chaltén é uma montanha localizada na fronteira do Chile com a Argentina na região da Patagônia. A localidade de El Chaltén , na província de Santa Cruz. Apesar de sua altitude relativamente modesta de 3.375 metros, o Fitz Roy é considerado por muitos alpinistas profissionais como o maior de todos os desafios do seu esporte, porque suas paredes verticais requerem técnica impecável para serem conquistadas. E mesmo considerado um dos mais difíceis do mundo, há quem não desista e escale.
segunda-feira, 29 de janeiro de 2018
As sementes do nosso jardim
Escrita dia 23/10/2017 às 23h
Rafaela Manique Paulin
Foto batida por mim, Junho/2012 em Lahaina- Hawaii
domingo, 13 de agosto de 2017
Sobre aprender a ser filho antes de nos tornarmos pais
Esta semana assisti o filme sobre a vida do Steve Jobs, e de tudo que vi, o que mais me impressionou, foi o quanto a base que ele teve influenciou na pessoa que ele se tornou, foi adotado e devolvido, cresceu um homem aparentemente frio, mas que na verdade colocava sentimento em tudo que fazia e criava, aprendeu a ser rejeitado e acabou rejeitando a filha mesmo a amando. Não deixou de ser brilhante por isso, necessitava provar ao mundo que não precisava de ninguém para ser quem se tornou, de todo ruim não foi, buscou determinação dentro da adversidade, nem sempre foi compreendido, mas seguiu mesmo assim, com os traumas no bolso e com intensidade em tudo que colocava a mão. Tudo que nos tornamos está ligado ao que recebemos na nossa infância, muitos de nós passaram, passam ou passarão por isso, mas ao invés de carregarmos esse fardo, essa angústia e essa dor, deixemos a eles, deixemos aos pais que optaram em não serem pais. Ao invés de nos privarmos de amar, façamos ao contrário, vamos dar muito amor para superar, ao invés de tentar mudá-los, mudemos nós, não levando isso para cada relação ou relacionamento. Será que eles tiveram mais do que nos deram? Muito provável que não, damos aquilo que recebemos, e para que nossos filhos não repitam essa matriz por séculos, façamos diferente. Podemos construir homens e mulheres, pais e mães melhores do que somos e melhores do que tivemos, podemos sim dar mais do que recebemos. Sei que é difícil estender a mão com o medo da não retribuição, se a pessoa que mais nos ama pode nos rejeitar de alguma forma, por que outros não o fariam? Posso dizer por experiência própria, a melhor maneira de se livrar disso é não carregando isso, é não transferindo isso para o seu filho, seu namorado, seus amigos, é não depender apenas desse amor para viver. Apesar de tudo, nos tornamos fortalezas, nos desenvolvemos nos ambientes mais hostis, já não esperamos muito de ninguém, mas esperamos muito de nós mesmos, poderíamos ser assim sem ter tido o sentimento de rejeição de qualquer espécie, mas isso prova que nascemos para superar e não para estagnar a cada decepção. Nascemos filhos e muito provavelmente a maioria de nós tornaram-se ou tornarão-se pais, mas antes disso, sejamos pessoas leves e livres do que "não tivemos”, para que em toda relação que passemos a construir, possamos dar muito mais do que “apenas" aquilo que recebemos!
Escrita dia 13/08/2017 às 11hs de um chuvoso e reflexivo dia dos Pais.







