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    Aqui vou compartilhar tudo que me faz sentir, me faz sorrir, me faz pensar
    e me faz escrever, através das minhas crônicas. Espero que gostem, e só
    fará sentido para mim se fizer sentir em vocês.

segunda-feira, 5 de março de 2018

Guerra na Síria, e o que você faz?

Você sabia que, desde 1° de Janeiro de 2018, cerca de 1000 crianças morreram ou ficaram gravemente feridas na guerra que ocorre na Síria? Recém entramos  em Março, e estima-se que morre uma criança por hora, desde que o ano começou. Eu poderia falar sobre essa guerra, desde 2011, mas acredito que  os dados de 2018 são suficientemente chocantes. E por que essas crianças morrem, adultos morrem e inocentes morrem? Porque o mundo é movido, de maneira doentia,  pela ganância e pela ânsia do poder.

E o que o Brasil está fazendo? O que o governo está fazendo? O que os jornais estão fazendo? O que os grandes nomes da internet estão fazendo? O que os maiores YouTubers estão fazendo? O que artistas e grandes influenciadores estão fazendo? O que os grandes jogadores de futebol e seus times milionários estão fazendo? O que VOCÊ está fazendo? 

No Brasil e certamente no mundo, tenho visto mais notícias sobre a cirurgia do “dedinho" do Neymar, do que sobre essas vidas sendo estilhaçadas sem piedade. Tenho visto milhões de pessoas se movimentando para tirar ou manter alguém na casa mais vigiada do Brasil, o BBB. Citei esses exemplos, mas existem outros milhares, para dizer que as pessoas quando querem se unir por uma causa, quando querem movimentar zilhões de pessoas elas conseguem, mas infelizmente boa parte delas, são para coisas fúteis ou de entretenimento. 

O que aconteceria se...
Todos os torcedores, de todos os grandes times de futebol, fossem ao estádio com camisetas de protesto à essa guerra, sendo televisionados pelo mundo? E se todos os telespectadores do BBB, criassem páginas, perfis, grupos para falar sobre isso? E se todos que se movimentam para defender políticos de esquerda ou de direita, se juntassem para defender essas crianças? E se todos os Youtubes, com seus cerca de 50 milhões de seguidores, fizessem vídeos viralizarem em protesto à essa crueldade? E se os jornais falassem mais no que realmente importa e não no que dá a maior audiência? E se no intervalo da novela das oito da Globo, tivessem chamadas sobre o assunto? E se cada um dia nós, da sua maneira e com as armas que tem fizesse algo para mudar essa realidade? Nos acabaríamos com a guerra?

 Não sei, mas sem ao menos tentarmos, nunca saberemos. Se você não é um grande influenciador digital, se não tem milhões para doar, se não abriga refugiados e se não tem o  poder de criar efeitos de bando, use sua fé, onde quer que seja, mas faça ao menos um pensamento positivo. Se você é evangélico, católico, adventista, espírita, budista, batuqueiro ou umbandista, não importa. O que importa é a sua fé, então use-a, emanando paz, amor e compaixão para esse país. Você sozinho não vai acabar com a guerra, mas alguém precisa começar, faça sua parte! 

Escrita dia 05/03/2018, movida pela tristeza e indignação, pela dor de ver vidas sendo tratadas como futilidades e futilidades como algo grandioso

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Desistir é fácil


Desistir...Verbo transitivo indireto, é aquele que precisa de complemento para ter sentido, mesmo que indiretamente, ou seja: quem desisti, desiste “de algo” ou desiste “de alguém”, contudo, as vezes “desistir” é também extremamente intransitivo. Quando desistimos simplesmente sem ajuda, sem complemento, o “desistir” neste caso é literalmente como “morrer”. As vezes morremos de sede, de sono, de fome e em dado momento da vida, apenas morremos, e as vezes desistimos de um emprego, de uma viagem, de um sonho ou de um amor, e em dados momentos, apenas desistimos. Desistimos como morremos, intransitivamente e sem muitas explicações. A única cosia que a classificação gramatical deste verbo não nos conta, é o quanto ele é simples, e intransitivamente usado, mas tido como algo “muuuuuito” difícil a se realizar. Sinto em informar, mas desistir é sim fácil, é simples, é até rápido. Difícil mesmo é persistir, é ficar, é permanecer quando todas as setas indicam que devemos desistir ( 1- Não continuar em seu propósito; renunciar). Difícil é passar pelo medo, é conviver com a dúvida, é fazer amizade com a ansiedade, é se fragilizar sem saber se poderá colar os pedaços, é gritar sem ser escutado, é amar sem ser amado. Difícil é atravessar oceanos sem ao menos sair do lugar, é guardar todo o amor que temos para dar, é ter paciência e não se revoltar. Difícil é conviver com o maioral, o impiedoso, o dono do passado, do presente e do futuro, aquele cara que não tem pressa, que anda sempre ao passo certo, mesmo que muitas vezes nos pareça atrasado. Difícil mesmo é conviver com o “Senhor Tempo”, com os caminhos que ele nos mostra e nos tira. Difícil é ver a vida passar e não viver, e não mudar, e não cometer novos erros, continuar cometendo os mesmos. Difícil é não saber esperar e fugir, fugir de si mesmo sem ao menos tentar, mas se estiver muito difícil, ok. Desista!

Escrito dia 06/02/2018, inspirada nas setas que sempre me mandam desistir, mas eu insisto em continuar, porque nunca gostei de nada fácil. 

























Foto- O Monte Fitz Roy ou Cerro Chaltén é uma montanha localizada na fronteira do Chile com a Argentina na região da Patagônia. A localidade de El Chaltén , na província de Santa Cruz. Apesar de sua altitude relativamente modesta de 3.375 metros, o Fitz Roy é considerado por muitos alpinistas profissionais como o maior de todos os desafios do seu esporte, porque suas paredes verticais requerem técnica impecável para serem conquistadas. E mesmo considerado um dos mais difíceis do mundo, há quem não desista e escale.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

As sementes do nosso jardim


Nossa vida é como um jardim, e nela semeamos também sentimentos, podemos regá-los ou matá-los conforme os cuidamos. Quando plantamos uma semente, precisamos ter paciência e entender de quanta águia ou luz necessita, para não matá-la pela ausência e nem sufocá-la pelo excesso. Durante este processo erramos algumas vezes, e só descobrimos o jeito certo, porque estávamos fazendo do jeito errado. Somente percebemos que a falta de luz e água podem mata-la, quando olhamos para a semente e não a vemos brotar, só percebemos que podemos afoga-la ou cega-la de tanta luminosidade, quando começa murchar ao invés de florescer. Existem sementes e sementes, têm aquelas que dão flores e frutos apenas em uma estação, têm outras que levam algumas estações até começarem a crescer, e têm algumas que são como as de grandes árvores, com muitas raizes, que precisam de anos para desenvolverem-se, precisam de chuva, de sol, de frio e de calor, precisam de tempo para mostrarem que estão crescendo mesmo ainda sem aparecer nenhuma folha ou flor. Primeiro desenvolvem-se escondidas, crescem para baixo, estabelecem suas raizes para depois mostrarem seus fortes galhos, que não quebrarão com qualquer ventania, elas testam a nossa resiliência. E assim é o amor, são sementes em nossas vidas, algumas vezes plantamos e regamos, mas não crescem, não adaptam-se ao terreno, outros surgem no verão ou em qualquer outra estação e depois se vão, e existem aqueles que são como árvores, que plantamos mesmo não acreditando que possamos vê-los crescerem. E eles nascem, crescem, amadurecem em nossas vidas e ao contrário do que parece, não enfraquecem com o passar do tempo, pois habitarem terrenos em nossos corações. Já alguns sentimentos são como rosas, apesar de serem lindas e atraentes, carregam amores frágeis, vão durar pouco, regando ou não, outros são como árvores, a gente não sabe o espaço que irão ocupar, mas sabemos que se soubermos esperar, irão crescer. Por isso que arrancar as pétalas de uma rosa, dói muito menos do que arrancar as raizes de uma árvore, que recém está nascendo!

Escrita dia 23/10/2017 às 23h
Rafaela Manique Paulin

Foto batida por mim, Junho/2012 em Lahaina- Hawaii


domingo, 13 de agosto de 2017

Sobre aprender a ser filho antes de nos tornarmos pais



Esta semana  assisti o filme sobre a vida do Steve Jobs, e de tudo que vi, o que mais me impressionou, foi o quanto a base que ele teve influenciou na pessoa que ele se tornou, foi adotado e devolvido, cresceu um homem aparentemente frio, mas que  na verdade colocava sentimento em tudo que fazia e criava, aprendeu a ser rejeitado e acabou  rejeitando a filha mesmo a amando. Não deixou de ser brilhante por isso, necessitava provar ao mundo que não precisava de ninguém para ser quem se tornou, de todo ruim não foi, buscou determinação dentro da adversidade, nem sempre foi compreendido, mas seguiu mesmo assim, com os traumas no bolso e com intensidade em tudo que colocava a mão. Tudo que nos tornamos está ligado ao que recebemos na nossa infância, muitos de nós passaram, passam ou passarão por isso, mas ao invés de carregarmos esse fardo, essa angústia e essa dor, deixemos a eles, deixemos aos pais que optaram em não serem pais. Ao invés de nos privarmos de amar, façamos ao contrário, vamos dar muito amor para superar, ao invés de tentar mudá-los, mudemos nós, não levando isso para cada relação ou relacionamento. Será que eles tiveram mais do que nos deram? Muito provável que não, damos aquilo que recebemos, e para que nossos filhos não repitam essa matriz por séculos, façamos diferente. Podemos construir homens e mulheres, pais e mães melhores do que somos e melhores do que tivemos, podemos sim dar mais do que recebemos. Sei que é difícil estender a mão com o medo da não retribuição, se a pessoa que mais nos ama pode nos rejeitar de alguma forma,  por que outros não o fariam? Posso dizer por experiência própria, a melhor maneira de se livrar disso é não carregando isso, é não transferindo isso para o seu filho, seu namorado, seus amigos, é não depender apenas desse amor para viver. Apesar de tudo, nos tornamos fortalezas, nos desenvolvemos nos ambientes mais hostis, já não esperamos muito de ninguém, mas esperamos muito de nós mesmos, poderíamos ser assim sem ter tido o sentimento de rejeição de qualquer espécie, mas isso prova que nascemos para superar e não para estagnar a cada decepção. Nascemos filhos e muito provavelmente a maioria de nós tornaram-se ou tornarão-se pais, mas antes disso, sejamos pessoas leves e livres do que "não tivemos”, para que em toda relação que passemos a construir, possamos dar muito mais do que “apenas" aquilo que recebemos! 

Escrita dia 13/08/2017  às 11hs de um chuvoso e reflexivo dia dos Pais.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Quando tudo se torna apenas saudade


Quando tudo se torna saudade e você precisa deixar o outro ir, mas não consegue fazer isso sem deixar que algo se quebre. Por que  temos que deixar o ouro ir? Porque sim, porque muitas vezes somos nós a partir, somos nós que embarcamos em uma nova aventura amorosa, profissional ou radical, outras vezes somos nós os "abandonados", somos nós que estamos no mesmo lugar, com as mesmas perspectivas, no mesmo trabalho, na mesma casa e mesmo remendados com alguns pedaços, não estamos nem abertos, nem fechados, apenas um pouco quebrados. Com o passar do tempo a ausência se torna tão presente que preenche, as vezes transbordamos de questionamentos, outras de saudade, algumas vezes de dor e outras, será que  era mesmo amor? Cheios de perguntas, mas ainda sem respostas isso tudo vai tornando-se familiar, comum, vai entrando na rotina até que um dia deixa de fazer falta. A ausência, que preenchia a falta que tudo fazia, despede-se e evapora, os pedaços regeneram-se e a gente segue em reforma, presente, mas apenas na vida da gente!

Escrito dia 30/05/2017 às 20hs de um do frio.
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