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    Aqui vou compartilhar tudo que me faz sentir, me faz sorrir, me faz pensar
    e me faz escrever, através das minhas crônicas. Espero que gostem, e só
    fará sentido para mim se fizer sentir em vocês.

domingo, 14 de junho de 2015

Siga seu coração, mas leve seu cérebro junto!


Ao palestrar, oficialmente pela 1º vez,  para a turma do curso de Pós-Graduação de Marketing Estratégico da PUCRS, me senti como se estivesse escrevendo para vocês, afinal estava falando de uma das minhas paixões, falar de Marketing para mim é como falar de amor, me inspira. Não fiz um roteiro, não quis montar falas ou decorar frases, apenas segui uma linha de raciocínio  dentro dos meus conhecimentos e deixei acontecer. A cada olhar atento, a cada anotação dos alunos e a cada resposta às minhas perguntas, me pegava  a pensar no quanto é bom compartilhar emoções, razões e conhecimentos. Poderia contar toda a palestra aqui, e dividir os conceitos técnicos, falar sobre tudo que aprendi sobre Logística e tudo que tentei passar sobre Marketing, mas assim como disse aos alunos, ao finalizar minha apresentação, direi também a vocês: "Siga seu coração, mas leve seu cérebro junto". Sigam sempre seus corações, criem emoções, deixem-se apaixonar, como gestores ou subordinados, como criadores de marketing ou gestores estratégicos de logística, como administradores, como alunos ou como professores, repito, sigam sempre seus corações, mas levem seu cérebro junto para não deixarem as emoções sobreporem os fatos, para lembrarem que o príncipe pode não ser encantado e sim "marketeiramente" criado, para liderarem e não apenas  gerenciarem,  para quando alunos, ensinarem e quando professores aprenderem, para que sejam equilibrados. Quando a estrada for escura, quando o fardo for maior que os ombros, quando a dor for maior que a alegria, se não lembrarem de mais nada, lembrem-se disso, e estarão no caminho certo! 


Escrita às 23h43 do dia 11/06/2015 inspirada em um momento de prazer e de missão cumprida.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Namorar


Quando chega o dia dos namorados as pessoas ficam nostálgicas, reflexivas e por onde andamos vemos corações, declarações e fotos apaixonadas, o que é muito bonito! Minha dúvida é, será que é isso que procuramos?  Acho que não é só isso, acredito que somos envolvidos por uma energia de romantismo que paira no 12/06, mas o que queremos mesmo é namorar com a vida, com o dia, com as realizações, com o sorriso mais bonito, com aquele ( a ) que nos inspira confiança, liberdade, respeito TODOS OS DIAS. Não queremos uma amor de junho, queremos um sentimento nobre que não precisa de rótulo, só precisa de conteúdo. Que essa "rede" de amor não seja somente "social" que seja oficial.


Escrita 12/06/2013

terça-feira, 9 de junho de 2015

Vista-se para A R R A S AR.



Todos os dias à noite antes de dormir, escolho a roupa que vou usar no dia seguinte, as vezes abro o roupeiro e de cara pego a roupa que parece ser a certa e as vezes, tudo que tem lá dentro parece não ser meu, parece não combinar com meu humor, com minha vontade ou gosto, ao fazer isso esta noite, parei para refletir. Procuramos diariamente em meio a um monte de panos, algo que nos vista bem, vamos de loja em loja e reviramos nossos amontoados de roupas procurando aquela que melhor nos deixe aos olhos de quem nos observa, que melhor nos identifique, afinal tentamos  nos mostrar da forma que queremos ser vistos. Quando saímos à rua, vestimos nossa armadura com o propósito de comunicar às pessoas que aquele ou aquela somos nós. Quando queremos parecer mais jovens, vestimos algo informal e normalmente mais colorido, quando queremos parecer mais sérios, vestimos cores mais fechadas e roupas mais bem cortadas e quando queremos entrar na moda, vestimos qualquer coisa, porque todo mundo está usando. O que vestimos quando estamos alegres? O que vestimos quando estamos  com os pulmões cheios de ar, mas digo "CHEIOS", com aquela sensação de plenitude? O que vestimos quando estamos com o estômago repleto de borboletas, daquelas que circulam desordenadamente causando euforia misturada com agonia? O que vestimos quando estamos com o coração acelerado, como se estivéssemos em um Rali onde o único participante somos nós? Vestimos os nossos sorrisos, vestimos os nossos olhares, vestimos os nossos sentimentos, vestimos nossos sonhos, que saem a desfilar, que são charmosos, que são atraentes, que são exatamente a gente, mesmo que a gente não queira mostrar. Procure vestir-se de você e saia para arrasar!

Escrita dia 09/12/2015 às 2h09, vestida paaaara, sonhar!

sábado, 6 de junho de 2015

De mãos dadas com o fim mas de braços abertos para o recomeço!




No fim de tudo, na ansiedade gerada pela expectativa que grita por respostas, por ideais criados por nós, esquecemos que o fim é sempre um recomeço, é sempre uma nova chance de fazer diferente ou de fazer igual, é sempre a oportunidade de dizer Adeus ou Bem-Vindo. Viva o fim, reúna suas lembranças, segure a dúvida do recomeço, junte seus pedaços e se reconstrua de dentro para fora, feche os olhos, abrace o novo estendido até você, sem culpa de soltar as mãos do ciclo que se encerra. Não desista jamais de ser criança, de dar os primeiros passos desse novo começo, de pedir ajuda, de andar se equilibrando entre a razão e a emoção, entre o certo e o duvidoso entre o amor e a paixão, entre o ficar e o seguir, não olhe mais para trás, abra os braços e siga em frente e seja realmente como as crianças, destemidas, que só aprendem a caminhar por não temerem o risco de cair. Ser pequeno é essencial, pois é a única forma de ser grande novamente! 

Escrita 23/12/2-14 às 23h02 inspirada na certeza de que para todo fim há um recomeço.


sexta-feira, 5 de junho de 2015

O descaso com a saúde


Gostaria de ter escrito antes, no auge da minha indignação, mas por não saberem o que estava acontecendo comigo, poderiam ficar muito preocupados e esta não era a ideia. Dia 02 de Junho de 2015, às 14:30 cheguei no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, hospital  particular mais renomado da cidade, sobre isso já escrevi na time line do meu Facebook, falando um pouco da vontade de sumir desse país, o qual é “governado” pela presidente Dilma e sua gangue do PT. Chocada com o  descaso que existe com tudo que é verdadeiramente sério, acreditei que esperar 3hs com muita dor e queimando em febre já era um bom motivo para estar indignada, mas  não apenas porque era comigo, bem pelo contrário, por saber que isso não é a exceção e sim a regra que muitíssimas  vezes é bem piorada. Depois de perceberem que realmente não aguentava mais, resolveram me passar para um dos 4 médicos de plantão. Às !8hs a  médica me examinou e solicitou alguns exames, aguardei em torno de 3hs, então por volta das 21hs a mesma me informa que minha tomografia mostrava uma quantidade relevante de sangue, que eu estava com uma hemorragia interna, disse HEMORRAGIA, só de ler assusta, imagina ter, logo fiquei APAVORADA. Fui medicada, o plantão trocou e a médica que assumiu, por insegurança e por falta de um médico especialista, optou por me internar, ainda bem, afinal sabia que eu tinha uma hemorragia, mas não tinha certeza da causa. Então minha internação oficial se deu por volta das 23hs e após 0h a médica me informa que um cirurgião me avaliaria pela manhã, faria uma ecografia para ter um diagnóstico mais preciso e que ele seria o médico responsável por mim dalí em diante, durante este tempo todo, estava em jejum já há 14hs e depois de algumas reclamações liberaram alimentação.Fiquei sentada na poltrona da emergência, pois não tinha leito e às 2hs da madrugada do dia 03 de Junho, fui transferida para UPI (unidade de pré internação), neste momento estava achando que o pior, relacionando a todo o descaso, já havia passado, mas nada é tão ruim que não possa piorar. O médico que estava sobre aviso e responsável por mim, sem nunca ter me visto, não aparecia, horas passando, muitas reclamações, mais de 4 reclamações oficiais, feitas por meus familiares, na ouvidoria do hospital ainda pela turno da manhã, reclamações no setor da internação, na enfermagem e em todos os setores, só não havia reclamado ainda na Zero Hora. Furiosa, às !4:50 exigi que entrassem em contato com o Dr. Fábio, um irresponsável, me informaram que já haviam tentado pela manhã e duas vezes a tarde, mesmo assim exigi que tentassem novamente, o mesmo atende dizendo que não vem, parece piada mas é real, em seguida diz a enfermeira que Dr. Arthur está a caminho no lugar do Dr. Fábio. Ainda furiosa mas conformada, pedi para enfermeira ligar para o tal Dr. Arthur, e ela para minha surpresa diz que não sabem quem ele é, que não possuem o telefone e não sabem nem o sobrenome, o que dificultaria o contato e que eu deveria aguardar mais um pouco, mais um vez foi registrada uma queixa na ouvidoria que…NADA fez. Durante todo esse tempo, fui medicada com Dipirona injetável interruptamente,  o que impedia de saber se eu ainda tinha ou não dor, se eu ainda tinha ou não febre, pois estavam seguindo as orientações da plantonista do dia anterior, além de todo esse absurdo a enfermeira achava que eu tinha um problema renal, a nutricionista achava que era um problema intestinal e na verdade ninguém sabia de fato o que era. Passaram-se 2hs da ligação feita ao Dr.Fábio, então resolvi solicitar que me dessem alta, que se responsabilizassem por isso, já que em 18hs e meia nenhum médico do hospital inteiro pode vir me avaliar, por uma súbita coincidência, em 5 minutos o médico aparece. Advinhem, Dr. Fábio ou  Dr. Arthur??? Nenhum, um terceiro que foi enviado após o escândalo, ou seja os médicos responsáveis oficialmente por mim, simplesmente não vieram. O médico me informa que um cisto hemorrágico, que ele acreditava ser do ovário esquerdo, rompeu, causando uma hemorragia interna com um perda de sangue de mais ou menos 550ml, que isso é comum na minha idade, que o corpo estava reabsorvendo o sangue, que provavelmente já estava se formado um coágulo, por isso não faria uma  ecografia, ( mas que fique claro, deveria ter sido feita pelo menos uma ecografia abdominal baixa, pois na verdade ele não tinha certeza, não tinha nenhum exame de imagem desde o momento da internação), me informou também que ficaria ainda internada pois precisa esperar o organismo reagir, fiquei no hospital mais uma noite, e às 13:30 de hoje, dia  04 de Junho, ele me deu alta, recomendou alguns exames, medicamentos e cuidado. Resumo, chato ler tudo isso e muito cansativo? Reflitam, isso aconteceu em um hospital particular, em uma cidade grande, com médicos bem remunerados, imaginem a realidade nos hospitais públicos, nas cidades interioranas e menores, nas realidades e desigualdades diversas com as quais convivemos, muito triste. Declaro novamente, fiquei internada na melhor hotelaria mas com o PIOR atendimento. Tudo que relatei é reflexo do que estamos vivendo politicamente, moralmente e socialmente, temos uma sociedade sem princípios, profissionais que trabalham apenas para ganhar dinheiro, e mesmo ganhando não cumprem seu papel, como Dr.Fábio neste caso,  pessoas desistindo de dar o seu melhor por não existir contrapartida, uma humanidade abalada, com um futuro duvidoso, em um país desacreditado, com valores invertidos e perdidos. 

Estou bem, estou um pouquinho entediada, mas graças a Deus estou em casa, e sei que não foi nada, poderia ser pior, como acontece todos os dias o tempo todo, meu relato é apenas um alerta para que reclamem, para que publiquem, para que compartilhem, para que sejam escutados e  mesmo que nunca estejam nesta situação contribuam para que outras pessoas não passem por isso!

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